Thursday, February 02, 2006
Entrevista com Jorge Páramos
Falamos de Jorge Páramos, dos Ferndos Mamedes, que simpaticamente se disponibilizou para uma pequena entrevista a este blog.
Alfacinha de gema, 27 anos, doutorado em física, fã de Woody Allen, de Pixies, de Eça e de Londres, é o primeiro entrevistado deste blog. Fomos saber o que pensa este membro dos “Fernandos Mamedes”, grande candidata à vitória final, depois de terem deixado escapar por quase nada a vitória na primeira jornada.
QdC- Há quanto tempo jogas quiz, onde e como começaste?
JP - Comecei no Quiz do bar homónimo, há três anos. Iniciei-me com um grupo de amigos, que foram sucessivamente abandonando o mestér ao arranjarem empregos a sério - ou namoradas. A equipa reorganizou-se e entretanto conheci os actuais membros (e membra, calma môr).
QdC- Este primeiro jogo tinha muita ciência, e doses generosas de geografia, futebol e música. Parecia talhado para vocês. No entanto, perderam por uma unha negra. Que aconteceu, mero síndrome de Mamede?
JP - Falta de álcool. O Miguel não nos deixou beber a garrafa de vinho guardada do mês passado e isso repercutiu-se no rendimento da equipa. Isso e termos tido algum azar na segunda parte, talvez: sabíamos grande parte das perguntas que não nos alcançaram, mas pequena parte das que nos calharam. É a vida.
QdC- A recuperação dos cavaleiros surpreendeu-vos?
JP - Um pouco, porque tinhamos uma vantagem agradável ao intervalo. Mas não houve euforias, até porque o Miguel não deixou. Nem beber.
QdC- Curiosamente já no jogo que antecedeu a primeira jornada do campeonato perderam por um ponto e na última ronda para os Cavaleiros. Apenas azar ou são mesmo uma equipa que se desmorona sob pressão?
JP - Boa pergunta. Pessoalmente, reajo à dita não me preocupando tanto – afinal é um jogo - e talvez me tenha desconcentrado um pouco. Mas poucochinho, que o Miguel não deixa.
QdC- Quanto a esta primeira jornada, quais foram, na tua opinião, os pontos positivos e negativos (perguntas, equipas, condições, etc.)?
JP - De negativo, apenas a má acústica da sala, que torna algumas respostas de outras equipas difíceis de compreender. De positivo, tudo o resto: viva a Academia!
QdC- A poesia química irritou-te?
JP - Com uma vénia para o bardo, nem reparei: como era algo que eu e a Sofia devíamos apanhar, concentrámo-nos na informação e a forma lírica passou-nos ao lado.
QdC- Qual foi aquela que até tiveram vergonha de falhar?
JP - Não tive grande vergonha, mas a Coluna Infame estava-me debaixo da língua - e aí continuou.
QdC- Dentro da vossa equipa, quem é que esteve bem e mal neste jogo?
JP - O Miguel esteve mal em não deixar a garrafa seguir o seu destino. Eu estive mal em dizer-lhe que a ia buscar. Nas perguntas, estivemos todos bem – embora fazendo justiça ao nome da equipa.
QdC- Quais são os pontos fortes e fracos da vossa equipa?
JP - Julgo que somos uma equipa equilibrada, cuja maior vantagem reside em cada membro dominar certo tema, sem grandes sobreposições; assim, em cada pergunta há geralmente dois elementos a carburar intensamente e os restantes a tentar ajudar com alguma informação extra. Deste modo, conseguimos abranger um espectro maior de temas e não criar demasiada entropia interna. A experiência do Júlio e do Miguel são muito importantes. Como desvantagem, algumas lacunas no que toca a cinema e a literatura não anglo-saxónica. E não podermos beber vinho quando queremos. Porque o Miguel não deixa.
QdC- Já jogam juntos há algum tempo. Isso é uma vantagem?
JP - Sim, pela confiança existente: dirigimos automaticamente as perguntas aos membros que mais hipóteses terão de as acertar, e aceitamos sem problemas quando ocasionalmente tal não acontece.
QdC- Quem são os grandes candidatos à vitória neste campeonato (pode ser mais que uma equipa)?
JP - A nossa equipa, claro! E, claríssimo, os Cavaleiros. Mas depende muito de cada quiz, e aguardamos surpresas.
QdC- E no fim, quem ganhará?
JP - O que somar mais pontos.
QdC- Se pudesses escolher, entre os habitues do quiz, mais um elemento para a tua equipa, quem seria?
JP - O Hugo Oliveira, pois julgo que iria suprir algumas lacunas da nossa equipa e já o conheço.
QdC- E se tivesses um campo de escolha mais alargado: Eduardo Prado Coelho, Pacheco Pereira , João Pereira Coutinho ou Scarlett Johansson?
JP - Hmm... Não pode ser o Nuno Rogeiro? Desses, escolhia a Scarlet Johansson - confio no dedo do Woody.
QdC- Que tema gostarias de ver mais vezes abordado no quiz? E sobre o quê é que já não podes ouvir perguntas?
JP - Gostava de ouvir mais perguntas de ciência, não só porque teríamos boas hipóteses de as acertar, mas para combater o dogma não-escrito que em larga medida a exclui da chamada cultura geral.
QdC- No final deste jogo, o Miguel assegurava que a vossa boa prestação nas primeiras partes, onde havia muita ciência, se devia ao facto de estar a ler pela 4ª vez consecutiva a breve história de quase tudo do bill bryson. Que livro lerias 4 vezes consecutivas?
JP - Qualquer um que não captasse às primeiras três.
QdC- É sabido que o Miguel é ultra-competitivo. Conseguem resolver isso dentro da equipa?
JP - Eu partilho um pouco desse espírito de jogo, embora não tanto como o Miguel. Julgo que basta conquistar o respeito dele, como em relação a qualquer membro de qualquer equipa. E o ambiente de galhofa entre perguntas permite canalizar a competitividade para fora do grupo.
QdC- São verdadeiros os rumores que asseguram que o Miguel pretendia que fizessem um estágio antes de cada jogo, estando dois dias fechados em quartos de hotel a ler listagens, atlas e o imdb?
JP - Não. Mas, dependendo do hotel...
QdC- Ele chateia-vos muito por fumarem durante o jogo?
JP - Não, está ocupado a tossir.
QdC- Quando é que alguém da vossa equipa vai organizar um quiz ?
JP - Pessoalmente, prefiro muito mais jogar; já organizei alguns no bar do Quiz, mas não o planeio fazer no campeonato. Mas gostava de jogar um quiz de cascata do Júlio.
QdC- Que achas do blog oficial do campeonato anual de quiz em cascata?
JP - Actualmente, é o único blog que vejo.
QdC- Uma mensagem que queiras enviar através do blog?
JP - Que ganhem os melhores!
Alfacinha de gema, 27 anos, doutorado em física, fã de Woody Allen, de Pixies, de Eça e de Londres, é o primeiro entrevistado deste blog. Fomos saber o que pensa este membro dos “Fernandos Mamedes”, grande candidata à vitória final, depois de terem deixado escapar por quase nada a vitória na primeira jornada.
QdC- Há quanto tempo jogas quiz, onde e como começaste?
JP - Comecei no Quiz do bar homónimo, há três anos. Iniciei-me com um grupo de amigos, que foram sucessivamente abandonando o mestér ao arranjarem empregos a sério - ou namoradas. A equipa reorganizou-se e entretanto conheci os actuais membros (e membra, calma môr).
QdC- Este primeiro jogo tinha muita ciência, e doses generosas de geografia, futebol e música. Parecia talhado para vocês. No entanto, perderam por uma unha negra. Que aconteceu, mero síndrome de Mamede?
JP - Falta de álcool. O Miguel não nos deixou beber a garrafa de vinho guardada do mês passado e isso repercutiu-se no rendimento da equipa. Isso e termos tido algum azar na segunda parte, talvez: sabíamos grande parte das perguntas que não nos alcançaram, mas pequena parte das que nos calharam. É a vida.
QdC- A recuperação dos cavaleiros surpreendeu-vos?
JP - Um pouco, porque tinhamos uma vantagem agradável ao intervalo. Mas não houve euforias, até porque o Miguel não deixou. Nem beber.
QdC- Curiosamente já no jogo que antecedeu a primeira jornada do campeonato perderam por um ponto e na última ronda para os Cavaleiros. Apenas azar ou são mesmo uma equipa que se desmorona sob pressão?
JP - Boa pergunta. Pessoalmente, reajo à dita não me preocupando tanto – afinal é um jogo - e talvez me tenha desconcentrado um pouco. Mas poucochinho, que o Miguel não deixa.
QdC- Quanto a esta primeira jornada, quais foram, na tua opinião, os pontos positivos e negativos (perguntas, equipas, condições, etc.)?
JP - De negativo, apenas a má acústica da sala, que torna algumas respostas de outras equipas difíceis de compreender. De positivo, tudo o resto: viva a Academia!
QdC- A poesia química irritou-te?
JP - Com uma vénia para o bardo, nem reparei: como era algo que eu e a Sofia devíamos apanhar, concentrámo-nos na informação e a forma lírica passou-nos ao lado.
QdC- Qual foi aquela que até tiveram vergonha de falhar?
JP - Não tive grande vergonha, mas a Coluna Infame estava-me debaixo da língua - e aí continuou.
QdC- Dentro da vossa equipa, quem é que esteve bem e mal neste jogo?
JP - O Miguel esteve mal em não deixar a garrafa seguir o seu destino. Eu estive mal em dizer-lhe que a ia buscar. Nas perguntas, estivemos todos bem – embora fazendo justiça ao nome da equipa.
QdC- Quais são os pontos fortes e fracos da vossa equipa?
JP - Julgo que somos uma equipa equilibrada, cuja maior vantagem reside em cada membro dominar certo tema, sem grandes sobreposições; assim, em cada pergunta há geralmente dois elementos a carburar intensamente e os restantes a tentar ajudar com alguma informação extra. Deste modo, conseguimos abranger um espectro maior de temas e não criar demasiada entropia interna. A experiência do Júlio e do Miguel são muito importantes. Como desvantagem, algumas lacunas no que toca a cinema e a literatura não anglo-saxónica. E não podermos beber vinho quando queremos. Porque o Miguel não deixa.
QdC- Já jogam juntos há algum tempo. Isso é uma vantagem?
JP - Sim, pela confiança existente: dirigimos automaticamente as perguntas aos membros que mais hipóteses terão de as acertar, e aceitamos sem problemas quando ocasionalmente tal não acontece.
QdC- Quem são os grandes candidatos à vitória neste campeonato (pode ser mais que uma equipa)?
JP - A nossa equipa, claro! E, claríssimo, os Cavaleiros. Mas depende muito de cada quiz, e aguardamos surpresas.
QdC- E no fim, quem ganhará?
JP - O que somar mais pontos.
QdC- Se pudesses escolher, entre os habitues do quiz, mais um elemento para a tua equipa, quem seria?
JP - O Hugo Oliveira, pois julgo que iria suprir algumas lacunas da nossa equipa e já o conheço.
QdC- E se tivesses um campo de escolha mais alargado: Eduardo Prado Coelho, Pacheco Pereira , João Pereira Coutinho ou Scarlett Johansson?
JP - Hmm... Não pode ser o Nuno Rogeiro? Desses, escolhia a Scarlet Johansson - confio no dedo do Woody.
QdC- Que tema gostarias de ver mais vezes abordado no quiz? E sobre o quê é que já não podes ouvir perguntas?
JP - Gostava de ouvir mais perguntas de ciência, não só porque teríamos boas hipóteses de as acertar, mas para combater o dogma não-escrito que em larga medida a exclui da chamada cultura geral.
QdC- No final deste jogo, o Miguel assegurava que a vossa boa prestação nas primeiras partes, onde havia muita ciência, se devia ao facto de estar a ler pela 4ª vez consecutiva a breve história de quase tudo do bill bryson. Que livro lerias 4 vezes consecutivas?
JP - Qualquer um que não captasse às primeiras três.
QdC- É sabido que o Miguel é ultra-competitivo. Conseguem resolver isso dentro da equipa?
JP - Eu partilho um pouco desse espírito de jogo, embora não tanto como o Miguel. Julgo que basta conquistar o respeito dele, como em relação a qualquer membro de qualquer equipa. E o ambiente de galhofa entre perguntas permite canalizar a competitividade para fora do grupo.
QdC- São verdadeiros os rumores que asseguram que o Miguel pretendia que fizessem um estágio antes de cada jogo, estando dois dias fechados em quartos de hotel a ler listagens, atlas e o imdb?
JP - Não. Mas, dependendo do hotel...
QdC- Ele chateia-vos muito por fumarem durante o jogo?
JP - Não, está ocupado a tossir.
QdC- Quando é que alguém da vossa equipa vai organizar um quiz ?
JP - Pessoalmente, prefiro muito mais jogar; já organizei alguns no bar do Quiz, mas não o planeio fazer no campeonato. Mas gostava de jogar um quiz de cascata do Júlio.
QdC- Que achas do blog oficial do campeonato anual de quiz em cascata?
JP - Actualmente, é o único blog que vejo.
QdC- Uma mensagem que queiras enviar através do blog?
JP - Que ganhem os melhores!